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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

12 retratos de escritores

Por Renato Parada
"A ideia que tenho de fotógrafo não é das melhores. Penso em um sujeito desconhecido que chega, com uma câmera na mão, pedindo para o fotografado repetir gestos e expressões, colocando-o muitas vezes em situações ridículas, repetindo tudo, à exaustão, até o sujeito do outro lado da lente ficar cansado e, talvez, se sentindo a maior fraude do mundo.

É o que imagino que as pessoas esperam de mim quando vou fotografá-las. Quando o retrato é de escritores, esse contrangimento antecipado piora um pouco. São pessoas inteligentes, com senso estético apurado, acostumados e muitas vezes cansados de lidar com a imprensa.

Lembro da última vez que José Saramago veio ao Brasil. A Companhia me contratou para fotografá-lo. Haveria uma rápida e reservada sessão. Apenas eu e outro fotógrafo de uma rede de tevê em que Saramago dava uma entrevista.

Meu colega foi mais rápido e avisou que seria o primeiro. Após os primeiros cliques, ele pediu para um Saramago que acabara de escapar da morte: “Dê um sorriso!”. Recebeu como resposta algo mais ou menos como “Não acho que meu sorriso em fotos transmita algo de sincero”.

Quando chegou minha vez, não troquei nenhuma palavra. Fiz poucos cliques. Ele estava cansado, e rapidamente dei por encerrada a sessão. A foto não ficou tão boa como eu imaginava. Fiquei um pouco decepcionado, me questionando se não deveria ter insistido um pouco mais.

O desafio de fotografar qualquer pessoa é fazê-lo da forma mais rápida possível, sem incomodar muito, e ao mesmo tempo dar significado a um momento com grandes chances de passar despercebido.

O resultado dessa comunicação, que aparentemente acontece de forma precária em contraponto com as infinitas possibilidades da fotografia, é o que tanto me fascina e surpreende durante as sessões.

Uma lembrança marcante é de quando, também para a Companhia, fui fotografar o escritor e historiador da USP Boris Fausto. Boris passava por um momento dificílimo. Acabara de perder sua esposa. Porém, me recebeu de forma excelente. Sua aparência era de uma força enorme.

Mais tarde, me disse que estava difícil disfarçar sua angústia. As fotos foram feitas e tudo ocorreu bem. Pedi algumas variações, porém sem saber na hora o resultado daquilo. Quando fui editar o material, a foto abaixo me chamou a atenção em especial.


Não conseguia tirar o olho dela, e na hora não sabia muito por quê. A sensação era de que Boris tinha me dado uma espécie de lembrete de esperança ao mesmo tempo em que vivia um difícil sentimento de perda.

Lembrei dessa e de outras histórias ao selecionar as fotos para minha exposição “12 retratos de escritores”, que faço a convite de Marcelino Freire para a Balada Literária. A exposição acontecerá na Livraria da Vila do dia 19 de novembro a 08 de dezembro. Todos estão convidados".


via @lulina e Blog da Companhia das Letras
terça-feira, 24 de agosto de 2010

O mundo em miniatura

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Se você sempre sonhou em visitar os principais monumentos turísticos do mundo e, infelizmente, não tem tanto dinheiro sobrando assim, o Tobu World Square, no Japão, é uma excelente alternativa. O parque temático contém mais de uma centena de modelos de monumentos históricos, todos na escala de 1:25, com direito até a pessoinhas que deixam as atrações ainda mais realistas.

O parque se divide em seis zonas baseadas em regiões do mundo: America, Egito, Europa, Asia, Japão Antigo e Japão Moderno. As maquetes são reproduzidas nos mínimos detalhes e até os jardins acomapanham a mudança das estações.

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via
quinta-feira, 6 de maio de 2010

Quem veio primeiro?

Depois do post de ontem achei esse site aqui, através do Like Cool. Se ninguém usou isso ainda como propaganda, pode ir se preparando porque logo-logo isso vai rolar.
É lindo. Acho que vai além da foto e tem um pouquinho mais de criatividade.
Quem veio primeiro: o ovo ou a galinha?








Quem quiser ver mais trabalhos do cara, pode entrar no Flickr dele.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Vintage Polaroid

Hoje a arte de Ben Heine é presença garantida em blogs e sites de referência, mas o que talvez a maioria não saiba é que esse tipo de arte não é mais tão novidade assim. Vejam abaixo o que Jamie Wynne fez com uma Polaroid na mão e muita loucura na cabeça. E por falar em Polaroid, pesquisando, descobri que, depois de declarar falência em 2007, a empresa está ensaiando um retorno triunfal ao mercado. Entre as novidades, a empresa anunciou Lady Gaga para o cargo de Diretora Criativa e lançou uma uma nova máquina, mais compacta e, claro, com filme. A Polaroid 300, como foi batizada, é um retorno dos analógicos e um prato cheio para os consumidores que querem matar a saudade da Polaroid e que já estão saturados de equipamentos touch screen, digitais e falantes.


Eu fico feliz com esse retorno e confesso: sou um dos saudosos usuários da Polaroid.


Se você concorda comigo acesse o www.savepolaroid.com e apóie esse movimento.
quarta-feira, 31 de março de 2010

Jim Marshall in memoriam

Dia 24 de março, perdemos não só um fotógrafo, mas parte da memória viva da música do século passado. Jim Marshall (1936-2010) ficou conhecido mundialmente como retratista da cena musical dos anos sessenta. Foi ele quem documentou, por exemplo, a última apresentação dos Beatles no Candlestick Park, em agosto de 1966. Responsável por mais de 500 capas de discos, cobriu o Monterey Pop Festival, de 1967, quando fotografou Jimi Hendrix colocando fogo em sua guitarra, e o festival Woodstock, de 1969, quando foi o fotógrafo oficial do evento.
Os Beatles a ponto de subir ao palco para sua última apresentação, 1966.
Bob Dylan em Nova York, 1963.
Keith Richards durante uma sessão de gravação do LP Exile on Main Street, 1972.
Jimi Immolating Strat, 1967

Você pode ver mais trabalhos em sua página oficial.
terça-feira, 30 de março de 2010

Tokyo em HDR

HDR significa High Dynamic Range. Isso não diz muita coisa, né? Simplificando, é uma técnica que, através de fotografias com diferentes exposições das altas luzes e das sombras, permite criar uma imagem média, ou equalizada com base na informação de duas fotografias distintas. O resultado é uma imagem que possui uma grande amplitude e revela os todos detalhes de ambas as imagens. Ela oferece uma gama muito maior de informações sobre a dinâmica de uma imagem. A cor, brilho e intensidade em relação a uma foto clássica.
Aqui estão algumas fotos de Tokyo que mais parecem cenários de animes japoneses.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Cover Mix


Montagens com capas de discos não são nenhuma novidade , mas esssas aqui mereciam um post.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Parabéns, fotógrafos!


Hoje é dia do Fotógrafo. E para comemorar em grande estilo, eu e Dudu selecionamos cliques de dois fotógrafos gringos que mandam muito bem.

Romain Laurent é francês e os seus trabalhos mais conhecidos são com publicidade. Fotos com grande significado, que de tão compreensíveis, se encaixam perfeitamente com o "mundo publicitário". E como as imagens dele falam por si só, vou economizar os comentários.



Elena Kalis é residente nas Bahamas e nesse projeto Underwater ela consegue passar uma enorme sensação de leveza através das suas lentes. Isso sem contar com a capacidade de mostrar as cores de uma maneira espetacular embaixo d'água, que é a especialidade dela.


Para não desprestigiar os brasileiros, a foto que encabeça o post é do designer e fotógrafo Paulista Danilo Siqueira, que se diz fotógrafo por hobbie e o faz perfeitamente. O post foi motivado por um tweet dele hoje de manhã.

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