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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Pela Rua #3 - Amsterdam

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Grafitti, Stickers, Posters... Street art. Arte urbana. Ela está ali. Geralmente naquele cantinho mais sujo daquela rua mais suja mal iluminada... Marginalizada.

É?

Talvez um dia já foi assim. Mas como a força dos artistas e da mensagem é tão poderosa que a street art ganhou o mundo. Literalmente.

Exposições, galerias, livros de arte... Todos se renderam.

Mas a rua continua sendo o melhor meio, e o mais sincero, de expressão desses artistas.

E a internet acaba servindo como a melhor forma de divulgação. Se você não pode ir a Amsterdã, Barcelona, Nova Iorque, Tóquio... Você encontra fotos ótimas de grafites no flickr, facebook, etc.

Temos uma pequena contribuição para os leitores do Cultbox. Uma pequena seleção de Tarrask e Lus, amigos do blog.

Com street art feita em Amsterdã. Na visão, às vezes bem parecidas, de cada um.

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Mas essa aqui é a que eu (Lus) acho uma das mais do caralho.
É de Arles, cidadezinha no sul da França.

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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Bacharel em Oceanografia

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Se tudo der certo, eu me formo no primeiro semestre do ano que vem. Mal acredito que finalmente vou ter um diploma de bacharel em comunicação social pra pendurar na parede e chamar de meu. Orgulho da mamãe, mesmo que ela não entenda muito bem o que eu faço da vida. Como não vai ter festa, concordei em tirar foto em estúdio, com beca e canudo, que é pra ela colocar naquela estante da sala onde o quarto porta-retrato ainda espera pra ser preenchido. E vou até ganhar anel de formatura, olha que chique.

O problema é que em vez de estar feliz com essa conquista (definição do meu pai), eu só consigo pensar no alívio que vou sentir ao assinar a colação de grau — e a definição de alívio, colega, passa bem longe da de felicidade. Não sei você, mas quando eu saí do colégio ouvi dizer que a faculdade seria a melhor época da minha vida. Não sei você, mas eu tenho a impressão que mentiram pra mim. É verdade que fui a umas calouradas legais, conheci professores extremamente inteligentes e fiz amizades pra vida toda, mas a soma total resulta em uma aversão profunda. Os saudosistas que me perdoem, mas a universidade não me inspira nem um sopro de nostalgia.

Não interprete esse texto como um discurso intelectualóide, até porque meu histórico acadêmico coloca qualquer turma do fundão no chinelo, mas é que acho um absurdo concluir o curso sem nunca ter precisado de fato ler um livro. Eu disse pre-ci-sa-do porque é lógico que eu fiz a minha parte. Luna Clara & Apolo Onze, por exemplo, eu terminei durante uma aula de psicologia em que a professora analisava anúncios de acordo com uma teoria que segundo minha mãe, psicóloga, ninguém aplica nem em pesquisa, nem em consultório. Já Lavoura Arcaica eu fui obrigada a largar no meio de um seminário de marketing pra alguma coisa porque aquela escrita difícil não descia em meio aos berros de um professor que pregava o fim da Rede Globo.

Os mais chatos que eu (sim, eles existem) vão argumentar que universidade pública é assim mesmo: o aluno que faz o curso, tem que se virar e correr atrás. Discurso bonito. O problema, amigão, é que o Brasil (a.k.a eu e você) gasta em média R$15 mil ao ano com cada aluno do ensino superior. Significa que uma graduação custa aos cofres públicos cerca de R$75 mil. Agora imagine você o estrago que dá pra fazer com esse dinheiro na livraria mais próxima? É, eu também sinto um aperto no coração.

Torço sinceramente pela galera nova que está tentando dar uma cara bacana ao departamento, mas como membro da minha geração de concluíntes, não posso recomendar o curso a ninguém. Aos aspirantes a atendimentos, planejadores, criativos e mídias, sugiro uma alternativa um pouquinho radical: prestem vestibular pra filosofia, história da arte, ciências políticas, sociologia, economia, letras, administração ou museologia. Tenho a impressão de que vai agregar muito mais do que quatro cadeiras de redação publicitária que nunca vão mencionar esse tal de Eugenio Mohallem.
 
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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Colorindo

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A cor é um dos elementos mais importantes do design gráfico, é a forma mais imediata de comunicação não verbal e é natural que tenhamos reações a ela. Pode-se dizer ainda que a cor é uma feramenta que pode ser usada para chamar atenção, direcionar e guiar o leitor, pois tem enorme poder e força para transformar um desenho de categoria inferior em um ótimo trabalho, o que também pode acontecer no sentido inverso.
 
A relação do designer com a cor está desde a sua aplicação nas composições gráficas, definindo as combinações e variações cromáticas, chegando até as atribuições cromáticas do design como um todo.
 
As cores podem ter inúmeros significados intrínsecos, ligados a diversas emoções e humores. Sabendo disso, o designer deve fazer uso desses significados traduzidos pelas cores nos produtos de forma a atrair a atenção do público-alvo desde o primeiro contato.
 
Para ilustrar bem essa temática de cores, trouxe hoje pra vocês uma referência maravilhosa, o site iso50, do Scott Hansen. Ele faz uso das cores de forma maravilhosa e atrai rapidamente a atenção do observador. Acho fantástica as paletas de cores utilizadas por ele.

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Deixo hoje como indicação de livros mais um da série Design Básico, o número 4: Cor que fala sobre cor de uma forma bem legal.

O post completo com todas as imagens vocês podem ver amanhã no OhPERA Blog.

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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A primeira impressão é a que fica

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Os designers gráficos têm hoje à sua disposição uma enorme variedade de processos de impressão e técnicas de acabamento para produzir publicações atraentes e funcionais. Falando mais especificamente de cartões de visitas, vejo grande necessidade de fazer uso desses processos para fazer bonito naquela velha e boa "primeira impressão" com o cliente. Afinal, o cartão de visitas é a porta de entrada, muitas vezes, para qualquer profissional.

O acabamento abrange vários processos que dão o toque final a um projeto depois que o suporte - normalmente o papel - foi impresso, como relevo seco, corte especial, hot stamping, verniz localizado e outros que podem fazer a criatividade de um designer ir bem longe. Essas técnicas são capazes de transformar uma peça comum em algo muito mais interessante, o que pode ser comprovado por nós mesmo quando recebemos um cartão de visitas ou quando escolhemos um livro para comprar.

Falando um pouco mais sobre alguns acabamentos que encontramos por aqui:
Vernizes | podendo ser localizado ou geral é um composto incolor aplicado a materiais impressos. Pode ter acabamento fosco, brilhante ou acetinado.
Laminação | É um filme aplicado a um ou ambos os lados de um impresso. A laminação fornece inúmeras vantagens, além de poder ser brilhante ou fosca e ainda aumenta a rigidez da folha e sua proteção contra umidade e manuseio.
Corte especial | É um processo que utiliza faca de aço para cortar uma parte específica do design.
Relevo seco, alto-relevo e baixo-relevo | É um design estampado em um suporte com tinta ou laminado metálico, o que resulta em uma superfície tridimensional, elevada, decorativa ou texturizada que destaca determinados elementos de um projeto.
Hot Stamping | É um processo no qual um laminado colorido é pressionado sobre um suporte por meio de um molde aquecido, o que faz o laminado separar-se de sua proteção. O laminado é um filme fino de poliéster que contém um pigmento seco dando um acabamento metalizado.
Serrilha | É um processo que cria um picote em uma área do suporte, permitindo que seja destacada.

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Utilizar técnicas de impressão e acabamento pode adicionar valor a uma pulicação. Embora o uso desses processos aumente o custo da impressão, elas podem ajudar o projeto a comunicar-se de forma eficiente além de deixar teu projeto com aquela cara profissional. Os processos de acabamento podem ser empregados para agregar valor criativo a um design, como vocês podem ver nos exemplos aqui postados ou em mais alguns exemplos inspiradores lá no OhPERA Blog.

Indico hoje pra vocês o livro muito genial sobre impressão e acabamento do Gavin Ambrose que sempre mostro lá no blog: Design Básico 3 - Impressão e Acabamento
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sexta-feira, 9 de julho de 2010

"A taça do mundo é nossa". Goste você, ou não.

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Como representar o Brasil? Coqueiro? Carmem Miranda? Sol? E junto com Copa do Mundo? Que tal uma arara mordendo uma bola? Ou um capoeirista dando um voleio? - eita, assim parece a marca da Copa da África, deixa pra lá. Me parece um tanto complicado. Tanto que um bando de designers tampa de crush já tentaram a empreitada sem sucesso. Aí vêm um cidadão, desenha três mãos formando uma taça, assim, bem rapidinho, como se fosse um traço de criança e pronto. A Fifa aprovou. Até Paulo Coelho aprovou, olha lá. Então é porque tá bom.

Pois é. Eu também acho que não é assim que se resolve. Acho que nosso país tem gente talentosa demais pra projetar e julgar uma marca tão importante e tão representativa pra nós. Existem órgãos seríssimos que podem mediar o processo. E acho que passar por cima de tudo isso, de todo mundo, é bem desrespeitoso - pra não falar escroto, que é uma palavra feia. Não parece que as entidades e nossos profissionais não foram respeitados durante o processo de criação, desenvolvimento e escolha dessa marca (desculpas Hans Donner, não te incluo como designer). Não sei até onde é verdade, mas é o que tenho lido. E se foi o que aconteceu, precisaríamos de uma classe muito mais forte, para sermos devidamente ouvidos. Falha nossa.

Voltando. Apresentaram a tal marca. O próprio Joseph Blatter tava lá, falou e tudo. Até em portuñol, um esforço danado. E eu gostei de resultado. Depois explico porquê. Gostei. A maioria dos meus colegas e amigos variou entre o repúdio e o ódio. Textos, e-mails, tweets, manifestações de todos os lados. Calma lá pessoal: é tão ruim assim? Daqui pra amanhã, podem até me convencer que sim. Até agora, continuo gostando da danada.

Entendo que quando procuramos representar algo de forma figurativa, é natural uma infinidade de interpretações. Muito se comentou sobre a marca parecer Chico Xavier escrevendo, com a mão na cabeça, ou sobre o roubo da Jules Rimet. O fato é que, ao meu ver, o símbolo representa muito bem uma Copa do Mundo no Brasil: a união de povos em torno de um objetivo comum. Com as cores óbvias que representam nosso país (com exceção do vermelho, que provavelmente funciona como um contra-ponto não ficar a marca de um país só - afinal, é um torneio internacional). Há de se encontrar uma infinidade de formas 'escondidas' sob essa, e isso só vai passar quando a mesma for apresentada dentro de seu sistema de identidade visual completo, e 'apurarmos' um pouco nosso olhar. Pela análise inicial, me parece que resiste muito bem a testes de redução, positivo/negativo, tem cores de fácil reprodução, evita os abusos de efeitos, é equilibrada nas proporções de seus elementos, entre outros detalhes mais técnicos graficamente. Contudo, isso não é o suficiente pra tornar uma marca 'boa' ou 'ruim'. Existem peculiaridades como se ela responde ao briefing ou se atende aos seus representados. Existem detalhes que nós, que não nos envolvemos diretamente no projeto, não podemos avaliar ou comentar. No geral, no entanto, acho um símbolo bem simpático, irreverente e pra lá de ousado (não é toda a manifestação). Além de ter uma tipografia totalmente desenhada, única e de boa leitura (ou você está tendo alguma dificuldade de ler 2014 ou Brasil?).

O pior de tudo é constatar nossa capacidade de reclamar sem organizar. Meu medo fica pra a Copa do Mundo de verdade, no Brasil, dos desvios, dos desmandos, da desorganização, da violência.

Quanto à marca, é linda.



Texto de Daniel Pinheiro
Designer e sócio no Estúdio Mola, de Recife.
quarta-feira, 30 de junho de 2010

Eu Quero Meu Sertão de Volta!

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"Da dança da garrafa de Carla Perez até os dias de hoje formou-se uma geração que se acostumou com o lixo musical."


Nos últimos dez anos tenho viajado freqüentemente pelo sertão de Pernambuco, e assistido, não sem revolta, a um processo cruel de desconstrução da cultura sertaneja com a conivência da maioria das prefeituras e rádios do interior. Em todos os espaços de convivência, praças, bares, e na quase maioria dos shows, o que se escuta é música de péssima qualidade que, não raro, desqualifica e coisifica a mulher e embrutece o homem.

O que adianta as campanhas bem intencionadas do governo federal contra o alcoolismo e a prostituição infantil, quando a população canta “beber, cair e levantar”, ou “dinheiro na mão e calcinha no chão”? O que adianta o governo estadual criar novas delegacias da mulher se elas próprias também cantam e rebolam ao som de letras que incitam à violência sexual? O que dizer de homens que se divertem cantando “vou soltar uma bomba no cabaré e vai ser pedaço de puta pra todo lado” ? Será que são esses trogloditas que chegam em casa, depois de beber, cair e levantar, e surram suas mulheres e abusam de suas filhas e enteadas? Por onde andam as mulheres que fizeram o movimento feminista, tão atuante nos anos 70 e 80, que não reagem contra essa onda musical grosseira e violenta? Se fazem alguma coisa, tem sido de forma muito discreta, pois leio os três jornais de maior circulação no estado todos os dias, e nada encontro que questione tamanha barbárie. E boa parte dos meios de comunicação são coniventes, pois existe muito dinheiro e interesses envolvidos na disseminação dessas músicas de baixa qualidade.

E não pensem que essa avalanche de mediocridade atinge apenas os menos favorecidos da base de nossa pirâmide social, e com menor grau de instrução escolar. Cansei de ver (e ouvir) jovens que estacionam onde bem entendem, escancaram a mala de seus carros exibindo, como pavões emplumados, seus moderníssimos equipamentos de som e vídeo na execução exageradamente alta dos cds e dvds dessas bandas que se dizem de forró eletrônico. O que fazem os promotores de justiça, juízes, delegados que não coíbem, dentro de suas áreas de atuação, esses abusos?

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Quando Luiz Gonzaga e seus grandes parceiros, Humberto Teixeira e Zé Dantas criaram o forró, não imaginavam que depois de suas mortes essas bandas que hoje se multiplicam pelo Brasil praticassem um estelionato poético ao usarem o nome forró para a música que fazem. O que esses conjuntos musicais praticam não é forro. O forró é inspirado na matriz poética do sertanejo; eles se inspiram numa matriz sexual chula. O forró é uma dança alegre e sensual; eles exibem uma coreografia explicitamente sexual. O forró é um gênero musical que agrega vários ritmos como o xote, o baião, o xaxado; eles criaram uma única pancada musical que, em absoluto, não corresponde aos ritmos do forró. E se apresentam como bandas de “forró eletrônico”. Na verdade, Elba Ramalho e o próprio Gonzaga já faziam o verdadeiro forró eletrônico, de qualidade, nos anos 80.

Em contrapartida, o movimento do forró pé-de-serra deixa a desejar na produção de um forró de qualidade. Na maioria das vezes as letras são pouco criativas; tornaram-se reféns de uma mesma temática. Os arranjos executados são parecidos. Pouco se pesquisa no valioso e grande arquivo gonzaguiano. A qualidade técnica e visual da maioria dos cds e dvds também deixa a desejar, e falta uma produção mais cuidadosa para as apresentações em geral.

Da dança da garrafa de Carla Perez até os dias de hoje formou-se uma geração que se acostumou com o lixo musical. Não, meus amigos: não é conservadorismo, nem saudosismo. Mas não é possível o novo sem os alicerces do velho. Que o digam Chico Science e o Cordel do Fogo Encantado que, inspirados nas nossas matrizes musicais, criaram um novo som para o mundo. Não é possível qualidade de vida plena com mediocridade cultural, intolerância, incitamento à violência sexual e ao alcoolismo.

Mas, felizmente, há exemplos que podem ser seguidos. A Prefeitura do Recife tem conseguindo realizar um São João e outras festas de nosso calendário cultural com uma boa curadoria musical e retorno excelente de público. A Fundarpe tem demonstrado a mesma boa vontade ao priorizar projetos de qualidade e relevância cultural.

Escrevendo essas linhas, recordo minha infância em Serra Talhada, ouvindo o maestro Moacir Santos e meu querido tio Edésio em seus encontros musicais, cada um com o seu sax, em verdadeiros diálogos poéticos. Hoje são estrelas no céu do Pajeú das Flores. Eu quero o meu sertão de volta!

 

Texto de Anselmo Alves (Pai de Bernardo Mendes)
j.anselmoalves@hotmail.com
quinta-feira, 10 de junho de 2010

Playlist #6 - Nika

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AC/DC – Let me put my love into you
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Uma das maiores bandas de Hard Rock que o mundo já teve o prazer de escutar. Apesar das confusas saídas e entradas de seus membros na banda, considero essa música uma das melhores do clássico disco dos caras “Back in Black”.

The Jimi Hendrix Experience – Love or Confusion
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Não tem como fazer uma playlist e não botar Jimi Hendrix. A The Jimi Hendrix Experience gravou a maioria das músicas mais famosas de Hendrix. Pra mim, “Love or Confusion” é uma das melhores faixas do disco “Are you experienced” da banda. 


Iron Maiden – The Trooper
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O Iron Maiden influenciou muitos músicos bons por aí. Gosto tanto desse clássico dos caras, que botei como ringtone do meu celular.

Them Crooked Vultures – No one loves me neither do I
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Uma das maiores surpresas do rock mundial de 2009. A banda é formada por Dave Grohl (Foo Fighters e Nirvana), Josh Homme (Queens Of The Stone Age e Kyuss) e John Paul Jones (Led Zeppelin). O disco de estréia dos caras é tão bom quanto a minha faixa favorita.

Silverchair – The Closing
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Sou suspeita pra falar do Silverchair, pois é uma das minhas bandas favoritas. Escolhi esta faixa do meu disco favorito dos meninos, o Freak Show porque eles ainda estavam na fase grunge (a melhor fase da banda). 


Sublime – What I got
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Sublime é uma das melhores bandas de ska que já existiu e tenho dito! 


Chico Buarque – Jorge Maravilha
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Chico é um gênio. Escreve e compõe como ninguém. Pra mim, ele é o melhor compositor do Brasil. Não tem como não gostar do cara.

Norah Jones – Lonestar
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Uma das melhores descobertas musicais que fiz nos últimos tempos. Norah sabe misturar como ninguém um piano, soul, folk e jazz. Acalma e o seu The Greatest Hits de 2008 não sai da minha playlist por nada.

Led Zeppelin – Black Dog
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Clássicão dos Zeppelin, mas sempre ouço como se fosse a primeira vez.

Interpol – Roland
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A Interpol é uma das poucas bandas atuais que fazem um post-punk competente. Chegaram a ser comparados com Joy Division, Echo & The Bunnymen e The Chameleons pela sonoridade da banda e suas letras dúbias.


Clique aqui para baixar o Playlist#6 (48 MB)
E aqui para a capinha.



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quarta-feira, 17 de março de 2010

Onde os feios não tem vez

"O problema é que para a maioria das pessoas, atingir o padrão perfeito de beleza é ilusório."

Todo mundo já ouviu que a mídia é o quarto poder e que os meios de comunicação, principalmente a televisão, são comedores de cerébro. Exageros à parte, é assustador o poder de influência que a mídia exerce sobre as pessoas. O padrão de beleza é um grande exemplo desse poder e ele também está na internet.

Com mais de 540 mil usuários, o beautifulpeople.com é uma rede social com uma premissa, no mínimo, assustadora: só bonitos entram. Para ingressar na rede, o candidato deve enviar uma foto e aguardar uma votação, que dura 48 horas, dos integrantes do sexo oposto já participantes. O pretendente pode ainda acompanhar o “julgamento”, vendo infográficos vermelhos e verdes, que indicam se o “julgado” foi aceito ou não. Se for considerado feio: no mercy. Está fora. Só para ter uma idéia, no início de 2010 foram expulsos mais de 5 mil usuários. O motivo: se excederam nas festas de fim de ano e ganharam uns quilinhos. Fora “gordinhos”! Os criadores da rede se orgulham de já terem formado mais de 10 mil casais, que geraram 400 crianças. Todas filhas de pessoas muito bonitas. Uma seleção, para não dizer outra coisa, bizarra, que lembra, bem de perto, a Ariana, proposta pelo nada amigável e nem um pouco saudoso Adolf Hitler.

O problema é que para a maioria das pessoas, atingir o padrão perfeito de beleza é ilusório e isso é tão verdade, que a própria televisão e as revistas (masculinas e de moda), disfarçam o lado humano das musas. Haja photoshop e haja maquiagem. Nenhum ensaio em revista masculina é publicado sem antes passar por um cuidadoso tratamento de imagem. Aliás, o nome até sugere o real objetivo da etapa: tratar das imperfeições. Haja celulite e gordurinha pra esconder.

Esse estereótipo gera uma corrida em busca da forma perfeita. Dieta do suco, dieta das frutas, dieta de fibras, dieta disso, daquilo. Seja em revista de fofoca, seja na internet ou seja por indicação da manicura. Para desespero dos nutricionistas, toda e qualquer fonte que indique uma dieta é válida. O importante é vestir números cada vez menores e fazer menos peso nas balanças, não importa como. A partir daí, clínicas de psicologia e academias se enchem de frustrados. O pior é que todo mundo acredita que pode ficar com o corpo da mocinha da novela. O que, talvez, a maioria não saiba, é que nem ela tem aquele corpo.

Nessa indústria muita gente lucra. Cirurgiões plásticos, empresários, comunicadores, consultores de moda e tantos outros. Uns poucos vencedores e milhares de derrotados. Numa guerra em que o padrão de beleza é uma arma destrutiva, pelo menos para uns dois terços da população. A exemplo da beautifulpeople.com, que só aprova 20% dos cadastrados e se vangloria por contribuir para o embelezamento da humanidade. É esse o saldo de uma luta por algo que nem existe: a perfeição. O pior é que ela vai continuar por muito tempo. Aos feios cabe, somente, aceitar a condição de “excluído” ou se esforçar para se enquadrar nos padrões. Difícil é saber o que, no fundo, a gente realmente quer.
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